O que é CDI e por que ele é referência nos investimentos

O que é CDI e por que ele é referência nos investimentos

GERAL
28/05/21
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28/05/21

A busca por melhores oportunidades de investimento exige compreensão do mercado financeiro e da economia nacional. O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é uma das taxas utilizadas como referência nos investimentos no Brasil e influencia diretamente o desempenho de muitas aplicações, principalmente na renda fixa.

O que você vai ver neste artigo:

  • O CDI é um título emitido por instituições financeiras e negociado apenas entre elas.
  • No mercado financeiro, o CDI é uma taxa que influencia a rentabilidade de alguns investimentos, portanto é considerado um benchmark.
  • A taxa Selic e o CDI são extraídos das operações interbancárias realizadas no curto prazo.
  • Cada modalidade de investimento que utiliza o CDI tem a sua particularidade na hora da declaração do imposto de renda.
  • Uma forma fácil e rápida de calcular o CDI é utilizando a calculadora de precificação de ativos de renda fixa da B3.

Se você tem interesse em saber mais sobre o CDI, continue a leitura e entenda como ele reflete em seus investimentos.

Para começar: o que é CDI?

O Certificado de Depósito Interbancário, mais conhecido como CDI, é um título emitido por instituições financeiras e negociado apenas entre elas, sem incidência de imposto de renda.

O CDI atende uma determinação do Banco Central do Brasil em que os bancos não podem encerrar o dia com saldo negativo. Trata-se de uma forma de controlar a quantidade de dinheiro circulando na economia, ou seja, a inflação. 

Na prática, quando uma instituição registra mais saques do que depósitos ao longo do dia, ela precisa complementar essa diferença e o faz por meio de empréstimos com outras instituições. Com isso, ela fecha o dia com caixa positivo.

A partir dessas movimentações é possível saber as condições de liquidez do mercado e de quanto está sendo o ganho de juros dos bancos. Isso fez o CDI tornar-se uma taxa de referência no mercado, principalmente para os ativos de renda fixa.

CDI e Selic: qual é a relação?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e tem influência nas demais taxas de juros praticadas no país, tais como aplicações, empréstimos e financiamentos. Ela é assim chamada por ser negociada no Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic. 

A cada 45 dias, o Comitê de Política Monetária (COPOM) se reúne para revisar e definir as direções da Selic. Neste caso, quando o Banco Central opta por reduzir ou elevá-la, os rendimentos atrelados a ela seguem o mesmo movimento e ficam mais ou menos atrativos.

A semelhança entre a Selic e o CDI é que as duas são obtidas através das operações de empréstimos interbancários realizadas no curto prazo e por isso andam lado a lado. Por outro lado, o que as difere é a natureza dos títulos negociados.

Enquanto a Selic utiliza títulos públicos como garantia para remunerar as negociações feitas entre os bancos, o CDI refere-se aos financiamentos realizados entre as instituições financeiras com os seus próprios recursos.

 

Taxa DI e CDI significam a mesma coisa?

A taxa DI representa a média ponderada de todas as taxas negociadas entre os bancos com vencimento diário. O CDI é o instrumento utilizado para captação desses recursos. Sendo assim, elas são consideradas a mesma coisa.

 

Como a taxa CDI é calculada?

Inicialmente, cabe a explicação que a terminologia é taxa DI, uma vez que essa é a expressão correta segundo o glossário do investidor. Informalmente, é possível que algumas pessoas usem a expressão taxa CDI com o efeito conotativo ao Certificado de Depósito Interbancário.

Para tanto, a taxa DI é calculada diariamente pela B3 e a esta instituição estão vinculadas a responsabilidade por registrar, custodiar e liquidar todos os títulos negociados nas operações interbancárias. 

O cálculo da taxa DI é feito de acordo com os critérios de apuração estabelecidos pela B3, baseado nas operações de emissão de depósitos interfinanceiros prefixados, referentes a um dia útil, seguindo a determinação do Banco Central do Brasil.

É possível acompanhar a evolução da taxa DI desde março de 1986 até os dias atuais por meio da série histórica do DI, disponibilizada pela B3.

Como funciona a rentabilidade dos investimentos atrelados ao CDI?

Os investimentos que utilizam o CDI como índice de referência no cálculo podem remunerar de duas formas: pós-fixada e híbrida.

O retorno pós-fixado é aquele cujo rendimento é atrelado a um benchmark, neste caso o CDI. Por exemplo, um título negociado a 120% do CDI. Vale lembrar que esse formato acompanha as oscilações do índice, por isso o investidor só saberá o valor final da rentabilidade conquistada no momento do resgate. 

Já o rendimento híbrido é aquele que além de estar atrelado a um índice, será acrescido de uma taxa preestabelecida no momento do investimento. Por exemplo, um ativo negociado a CDI +2%.

 

O que significa dizer 100% do CDI?

A expressão “100% do CDI” é frequentemente utilizada no mundo dos investimentos. Ela significa que uma aplicação acumulou exatamente o mesmo rendimento que a taxa DI em um determinado período. 

De forma simplificada, o CDI acumulado de janeiro a abril de 2021 foi de 0,68%. Logo, 100% do CDI equivale a 0,68% neste mesmo período, sendo este o rendimento do valor investido.

Em geral, esse estilo de remuneração é destinado aos investimentos pós-fixados, uma vez que eles acompanham as variações da taxa DI.

 

Quais os tipos de investimentos são afetados pelo CDI?

Dentre as opções de investimento disponíveis no mercado financeiro, muitas são influenciadas pelo CDI. Confira abaixo algumas aplicações que utilizam desta taxa como benchmark:

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de renda fixa emitido por bancos com o objetivo de captar recursos para financiar as operações de crédito. 

É muito comum que os investidores iniciantes confundam CDB ou CDI, no entanto a principal diferença entre eles é que o CDI é negociado apenas entre as instituições financeiras.

O CDB compõe a carteira de investidores de todos os perfis de risco, pois é um ativo que atende tanto objetivos de curtíssimo prazo, como aqueles com liquidez diária, quanto serve como reserva de emergência ou a longo prazo.

Ele é classificado de acordo com o tipo de rentabilidade oferecida, podendo ser prefixado, pós-fixado ou híbrido. As duas últimas formas são as que podem ser indexadas ao CDI.

LC

A Letra de Câmbio (LC) é um título de renda fixa muito semelhante ao CDB, porém emitido por uma financeira (sociedades de crédito, financiamento e investimento). É uma modalidade de investimento destinada a investidores mais conservadores e normalmente não possuem alta liquidez.

 

LCA e LCI

As Letras de Crédito do Agronegócio e Letras de Crédito Imobiliário, conhecidas popularmente como LCAs e LCIs, são títulos emitidos pelos bancos com o objetivo de captar recursos para financiar os setores do agronegócio e imobiliário, respectivamente.

Elas são ativos de renda fixa que atraem a atenção dos investidores por contarem com a isenção de imposto de renda, assim como com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC até R$250 mil por CPF e instituição.

 

CRA e CRI

Além das opções de investimento mais tradicionais, existem outras que também podem utilizar o CDI como índice de referência, como por exemplo, os Certificados de Recebíveis Agrícolas (CRAs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). 

Tratam-se de títulos de renda fixa emitidos por companhias securitizadoras, que representam os direitos creditórios de operações de financiamento nos setores agrícola ou imobiliário.

Diferente das LCAs e LCIs, os CRAs e CRIs costumam ter prazo de vencimento mais longo e não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC. Logo, são considerados mais arrojados, ainda que sejam classificados como renda fixa, e, como benefício, costumam entregar melhor rentabilidade.

 

Fundos de Investimentos

Alguns fundos de investimento utilizam o CDI como benchmark. Para isso, eles precisam que suas carteiras sejam compostas predominantemente por ativos que estejam atrelados a este índice. 

Um bom exemplo são os chamados fundos referenciados DI, assim como outros classificados como de renda fixa e crédito privado.

 

Debêntures

As debêntures correspondem a títulos de crédito emitidos por empresas privadas com o objetivo de captar recursos para financiar seus projetos. Assim como o CRA, CRI e os fundos de investimento, essa classe de ativos não conta com a garantia do FGC.

São títulos com vencimentos mais longos e taxas de retorno mais atrativas. Logo, as debêntures são destinadas a investidores com perfis mais arrojados, que estejam cientes dos riscos envolvidos.

 

CDI hoje: como calcular o rendimento em 2021?

Uma forma fácil e rápida de se calcular o CDI é utilizando a calculadora de precificação de ativos de renda fixa da B3. Através dela é possível saber qual o rendimento acumulado do CDI em períodos específicos.

Outra opção que também oferece este serviço é a calculadora do cidadão disponibilizada pelo Banco Central. 

 

Como declarar investimentos atrelados ao CDI no imposto de renda?

Existem várias modalidades de investimentos que utilizam o CDI como índice de referência e cada uma tem a sua forma de recolher o IR devido, assim como de declará-lo no imposto de renda.

No caso de alguns títulos, o recolhimento do tributo ocorre diretamente na fonte no momento do resgate e com base na alíquota regressiva, em que a maior cobrança é de 22,5% e ocorre sobre o rendimento dos investimentos com vencimento em até 180 dias. 

O mesmo acontece com os fundos de investimentos, exceto com aqueles que são classificados como de longo prazo, em que há incidência de come-cotas semestralmente, além do que é cobrado no momento do resgate.

Nas duas modalidades de investimentos, o investidor receberá um informe da plataforma, que utilizou para fazer suas aplicações, com todas as informações necessárias para prestar contas com o governo no momento da declaração.

 

Ainda vale a pena investir em CDI?

Como o desempenho do CDI está diretamente ligado à taxa Selic, é natural que ele tenha reduzido nos últimos anos, desde a chegada dos juros baixos no Brasil. Isso fez com que muitos investidores se questionassem sobre continuar investindo em ativos que utilizam da taxa DI como benchmark.

 

Por outro lado, não podemos desconsiderar que ativos de baixa volatilidade e com liquidez  têm um papel fundamental para manter o equilíbrio dos portfólios de investimentos e eles, comumente, são indexados à taxa DI.

Portanto, ainda que o cenário econômico atual não seja favorável ao CDI, ter uma carteira diversificada permanece uma excelente estratégia para aumentar o potencial de retorno e mitigar os riscos.

#DicaSmartt

Se você busca por resultados positivos, a diversificação dos investimentos é uma estratégia que protege o seu capital e propicia ganhos no longo prazo. Aplicações atreladas ao CDI podem fazer parte do seu portfólio junto a outras modalidades que amorteçam seus riscos.

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